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	<title>Comentários sobre: Meirelles e os Copa 5 &#8211; O Som (1964; Phillips, Brasil)</title>
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	<description>música</description>
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		<title>Por: Marcos Thanus</title>
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		<dc:creator>Marcos Thanus</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 13:11:22 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Não é como o mestre e gênio Moacir Santos, o verdadeiro inventor de tudo isso que podemos chamar de samba-jazz e o criador de uma linguagem jazzística totalmente original e brasileira.&quot;

Moacir Santos só é jazz pra tuas negas, Filardi.

bj</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não é como o mestre e gênio Moacir Santos, o verdadeiro inventor de tudo isso que podemos chamar de samba-jazz e o criador de uma linguagem jazzística totalmente original e brasileira.&#8221;</p>
<p>Moacir Santos só é jazz pra tuas negas, Filardi.</p>
<p>bj</p>
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		<title>Por: Tiago Campante</title>
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		<dc:creator>Tiago Campante</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 19:26:46 +0000</pubDate>
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		<description>A recente morte de JT Meirelles me fez ouvir novamente &quot;O Som&quot; não apenas como uma espécie de homenagem, mas como um encontro com um disco singular de um artista fascinante. Um artista que morreu quase incógnito no seu próprio país, embora tenha contribuído de forma inequívoca com o patrimônio musical brasileiro e tenha estado, durante o auge da carreira, no Beco das Garrafas, espécie de olho do furacão da Bossa Nova, gênero consagrado e festejado este ano, no cinqüentenário.

Talvez valha a pena perguntar como foi possível ao autor de &quot;O Som&quot; morrer de forma silenciosa em plena celebração da Bossa Nova. Bem verdade que ele não foi um artista DA Bossa Nova. Participou do Samba Jazz e teve o mesmo destino incógnito de outros gigantes, como Edison Machado e Moacyr Santos, que também viveram e morreram no relativo anonimato, embora tenham estado tão perto de artistas consagrados em verso, prosa, concertos e até documentários cinematográficos.

Dos artistas do Samba Jazz, restou a música. E que música. &quot;O Som&quot; é um belo exemplar. Um encontro de instrumentistas jovens, na casa dos 20 anos, mas já sábios no que se refere ao domínio de seus instrumentos. Como tudo no Samba Jazz, a bola começa a rolar na cozinha, na síncope bem casada da bateria de Dom Um e do baixo de Manuel Gusmão. No piano, Luiz Carlos Vinhas dita a harmonia explorando terrenos sonoros com ousadia. E os improvisos de Pedro Paulo (trumpete) e JT Meirelles arrematam com muita categoria um belo disco.

Sim, &quot;Edison Machado é Samba Novo&quot; é o disco-monolito do Samba Jazz, a obra- afirmação.

Mas aqui cabe o tributo ao autor de canções monumentais como &quot;Quintessência&quot; e &quot;Aboio&quot;. Ao fim e ao cabo, de JT Meirelles restou &quot;O Som&quot; (com duplo sentido, por favor).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A recente morte de JT Meirelles me fez ouvir novamente &#8220;O Som&#8221; não apenas como uma espécie de homenagem, mas como um encontro com um disco singular de um artista fascinante. Um artista que morreu quase incógnito no seu próprio país, embora tenha contribuído de forma inequívoca com o patrimônio musical brasileiro e tenha estado, durante o auge da carreira, no Beco das Garrafas, espécie de olho do furacão da Bossa Nova, gênero consagrado e festejado este ano, no cinqüentenário.</p>
<p>Talvez valha a pena perguntar como foi possível ao autor de &#8220;O Som&#8221; morrer de forma silenciosa em plena celebração da Bossa Nova. Bem verdade que ele não foi um artista DA Bossa Nova. Participou do Samba Jazz e teve o mesmo destino incógnito de outros gigantes, como Edison Machado e Moacyr Santos, que também viveram e morreram no relativo anonimato, embora tenham estado tão perto de artistas consagrados em verso, prosa, concertos e até documentários cinematográficos.</p>
<p>Dos artistas do Samba Jazz, restou a música. E que música. &#8220;O Som&#8221; é um belo exemplar. Um encontro de instrumentistas jovens, na casa dos 20 anos, mas já sábios no que se refere ao domínio de seus instrumentos. Como tudo no Samba Jazz, a bola começa a rolar na cozinha, na síncope bem casada da bateria de Dom Um e do baixo de Manuel Gusmão. No piano, Luiz Carlos Vinhas dita a harmonia explorando terrenos sonoros com ousadia. E os improvisos de Pedro Paulo (trumpete) e JT Meirelles arrematam com muita categoria um belo disco.</p>
<p>Sim, &#8220;Edison Machado é Samba Novo&#8221; é o disco-monolito do Samba Jazz, a obra- afirmação.</p>
<p>Mas aqui cabe o tributo ao autor de canções monumentais como &#8220;Quintessência&#8221; e &#8220;Aboio&#8221;. Ao fim e ao cabo, de JT Meirelles restou &#8220;O Som&#8221; (com duplo sentido, por favor).</p>
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