Camarilha dos Quatro

Revista de crítica musical.

Melhores de 2008: Discos – Thiago Filardi

flying-lotus-21

(em ordem de preferência)
1. Flying Lotus – Los Angeles (Warp)
2. Portishead – Third (Universal Island/Mercury)
3. The Caretaker – Persistent Repetition of Phrases (Install)
4. Dusk + Blackdown – Margins Music (Keysound)
5. William Parker – Double Sunrise Over Neptune (AUM Fidelity)
6. John Butcher – Resonant Spaces (Confront)
7. Zomby – Where Were U in ’92? (Werk Discs)
8. The Bug – London Zoo (Ninja Tune)
9. Evangelista – Hello, Voyager (Constellation)
10. Ilyas Ahmed – The Vertigo of Dawn (Time-Lag)
11. Kevin Drumm – Imperial Distortion (Hospital Productions)
12. Tom Zé – Estudando a Bossa (Biscoito Fino)
13. Autistic Daughters – Uneasy Flowers (Kranky)
14. Lil Wayne – Tha Carter III (Cash Money/Universal Motown)
15. Fuck Buttons – Street Horrrsing (ATP)
16. Guizado – Punx (Diginóis/Urban Jungle)
17. David Grubbs – An Optimist Notes the Dusk (Drag City)
18. Philip Jeck – Sand (Touch)
19. Machinefabriek – Dauw (Dekorder)
20. Antony and The Johnsons – Another World [EP] (Rough Trade/Secretly Canadian)

Ainda é possível falar no formato álbum em pleno 2008? Desde meados da década de sessenta, o LP deixou de ser uma coleção de canções e gravações para se tornar o parâmetro e objetivo fonográfico de qualquer músico ou cantor que, através de um disco de trinta a quarenta e cinco minutos de duração, teria a chance de mostrar sua visão artística por meio de um apanhado de dez ou doze canções, que seguiriam uma narrativa linear, com início, meio e fim. Pelo menos foi esse o conceito de álbum instituído pelos Beatles, Bob Dylan e os Mothers of Invention de Frank Zappa. De lá pra cá, aconteceram basicamente modificações no suporte, como o surgimento do CD e da mp3, que permitiram o armazenamento da música em formatos cada vez mais compactos. O CD estendeu a duração de um disco para até ointenta minutos, enquanto a mp3 trouxe possibilidades indefinidas de tempo, a exemplo do último EP do Autechre, Quaristice.Quadrange.ep.ae, lançado somente em formato digital e que abrange quase duas horas de música. O que 2008 demonstrou é que, mesmo com a crescente demanda de downloads e lançamentos digitais, o álbum ainda perdura como a forma mais completa e eficaz de um artista se exprimir musicalmente e de ter sua obra escutada e analisada por outros. Baixado, comprado ou emprestado, o disco é a maneira mais cômoda de se conhecer a música de alguém: não é preciso sair de casa e as mp3s trouxeram maior flexibilidade para o ouvinte, podendo este desfrutar as músicas em qualquer situação, munindo-se de um player ou iPod.

Os discos que mais chamaram minha atenção em 2008 foram aqueles que, além de trabalharem perfeitamente com o conceito de álbum – seja referente à narração ou a uma unidade sólida e coesa -, transfiguraram gênero, formas e fórmulas. Como, onde e quando encaixar as músicas de Flying Lotus, Portishead e The Caretaker? Talvez um dos textos da Camarilha que mais gostaria de reescrever é o de Los Angeles, do Flying Lotus (AKA Steven Ellison). Não que eu não tenha entendido o disco à época, mas Los Angeles é uma obra que exige audições repetidas e uma ligação afetuosa. Eu errei quando disse que sua música não parecia com a de Madlib, J Dilla e Prefuse 73. O que há de mais genial no projeto de Ellison é o fato dele tomar como ponto de partida a estética hiphopiana fragmentada desses produtores e levar ao extremo a utilização de samples e colagens. Eu acertei quando disse que Ellison era um dos produtores mais distintos da nova geração: sua batida, única, eclética e vigorosa, se encaixa perfeitamente às evocações atemporais dos samples e das texturas sonoras. Los Angeles pode servir também como uma resposta à onda oitentista que toma conta da música contemporânea: o disco é permeado de sintetizadores e tanto a arte gráfica quanto o conceito musical remetem a um universo futurista. Mas ao contrário da corrente atual, Los Angeles engloba estilos diversos (hiphop, eletrônica, funk, soul, jazz, samba, etc) dentro de um caldeirão musical rico e complexo, sempre posicionado em direção ao futuro e à novidade. Los Angeles é também, ao lado de outros dessa lista, como Resonant Spaces e Sand, o disco que mais estuda o bojo de texturas propiciado pela tecnologia vigente. São chiados de vinil somados a batidas concisas e malemolentes, samples ecléticos e vocais singelos, que criam uma profusão densa e quase impenetrável de sons belos e inefáveis. Los Angeles é o meu disco do ano não apenas porque, dentre todos, é o que mais me tocou e me emocionou, mas também porque audições subseqüentes revelaram novas inflexões e reflexões, novos encaixes musicais e novos detalhes.

Outro disco que dialoga com Los Angeles no âmbito da textura, mas de um modo diferente, é Persistent Repetition of Phrases do Caretaker. Em que gênero inscrever a música do Caretaker? Assim como Philip Jeck, James Kirby (que também lançou o soturno e intrigante Bleaklow pelo epíteto The Stranger) explora e sampleia vinis antigos e seus sons mais remotos e recônditos para efeito aterrador, transportando o ouvinte para lugares passados e dimensões ocultas – um disco feito de memórias antigas e alheias para impregnar na nossa. No quesito hauntology, Persistent Repetition of Phrases é o maior feito porque além de ter criado uma música totalmente nova através de 78 rotações esquecidos e que remontam ao período entreguerras, Kriby montou um disco que é brilhante do início ao fim, com melodias que colam na mente do ouvinte. O álbum de Philip Jeck é tão bonito e assustador quanto Persistent, porém deixa claro que sua maior preocupação é em relação a textura e ao efeito auditivo que a mesma pode causar no ouvinte. Sand é cheio de cortes abruptos e, ao contrário de Persistent, está menos enfocado na beleza que na pura qualidade sensorial da música. Já Other Channels, do Advisory Circle, dá continuidade aos lançamentos esporádicos do selo Ghost Box e também se situa numa esfera mais grudenta da hauntology, reportando a uma época bem específica: os anos 60 na Inglaterra. Portanto, muita library music e vozes importadas de programas extintos da BBC. Assim como Flying Lotus, essa tríade se utiliza de uma música do passado para criar sons novos, indefiníveis e ampliar o leque de combinações e contrações musicais do século XXI.

Das voltas mais aguardadas, o Portishead foi a que trouxe resultados mais inesperados. Partindo de sua lógica do passado, que consistia em cruzar a batida do hiphop com a voz soturna de Beth Gibbons e a pegada rock da guitarra de Adrian Utley, o Portishead foi além: Geoff Barrow buscou timbres e programações de bateria nos discos inovadores do Silver Apples e Utley timbres de guitarra no Sunn 0))) e no OM. Pouco restou dos scratches e das batidas letárgicas dos álbuns anteriores – só permaneceu a sempre bela e melancólica voz de Gibbons. Para os saudosistas do trip hop, Third foi uma decepção; para aqueles que ansiavam por uma renovação estética da banda e da música pop, um dos grandes discos do ano. Ainda na seara do pop/rock, Carla Bozulich deu prosseguimento ao seu projeto Evangelista e gerou um dos discos mais perturbadores e viscerais do ano: Hello, Voyager. Acompanhada de uma banda, ela destilou canções poderosas e autodestrutivas, através de uma voz única e um estilo de roqueira machona e mal-amada, lembrando cantoras e cantores do porte de Patti Smith, PJ Harvey e Nick Cave.

No jazz, 2008 proporcionou, pelo menos, dois discos de tirar o fôlego: Resonant Spaces do John Butcher e Double Sunrise Over Neptune do William Parker. O primeiro é mais um estudo aprofundado e impressionante do saxofonista inglês pelo mar de texturas cabíveis ao seu instrumento e os diferentes modos como o mesmo pode ser gravado e processado. Se na eletrônica, quem vem trazendo novas dimensões espaciais para a música é Martyn e Flying Lotus, no jazz e na música de improvisação, o nome é John Butcher. O segundo é possivelmente o disco mais poético, empolgante, pluralista e bonito do ano. William Parker fez dessa apresentação um grande encontro de culturas, formas musicais e visões artísticas distintas; o resultado é inigualável, uma união inesperada de sons e gêneros que transpira música e exsuda belíssimas melodias – algo que só a mente genial e congregadora de Parker seria capaz de conceber. Outros lançamentos a destacar: o homônimo disco do quarteto francês-norueguês de improvisação, Dans Les Arbres, e 17 Musicians in Search of a Sound: Darfur, de Bill Dixon, que, assim como Double Sunrise, também foi gravado no Vision Festival.

2008 foi o ano do dubstep se firmar também como um gênero de álbum e isso se deu graças aos discos de Benga, Scuba, iTal tEk, Distance, Starkey e outros. Foi igualmente o ano em que o gênero assimilou definitivamente a estética dub-techno do Basic Channel, com Aerial do 2562 e Nomad do Headhunter. Mas o grande destaque do dubstep foi mesmo Margins Music da dupla Dusk + Blackdown, que fez um disco resumitivo de toda a cena underground londrina, dando mais vazão à cultura indiana e ao grime. Com programações de bateria alucinantes, participações inspiradíssimas, arranjos espetaculares e um ecletismo admirável, Dan Frampton e Martin Clark produziram uma verdadeira odisséia marginal da música londrina. Quem dialogou diretamente com Margins Music foi London Zoo do The Bug, porém priorizando a conexão Jamaica, com muito dancehall, e com tendências ao mainstream – o que não tira absolutamente nenhum mérito seu. London Zoo e Margins Music foram meus coqueluches desse ano e funcionaram como barris de pólvora, prontos para explodir a qualquer momento que eu quisesse vibrar, dançar ou simplesmente mexer a cabeça. Foram os discos que, mesmo com suas pequenas irregularidades e imperfeições, se mantiverem grandes o suficiente para me cativarem e pedirem audições atrás de audições. O mesmo aconteceu com Where Were U in ’92? do Zomby, um produtor diretamente ligado ao dubstep, mas que fez esse disco calcado no jungle e no hardcore, e que é vibrante e criativo do início ao fim – por isso sua inclusão. Quem poderia ter entrado facilmente na lista é Shackleton e cia. com o lançamento derradeiro da Skull Disco, Soundboy’s Gravestone Gets Desecrated by Vandals, que só não fez parte da lista por causa de critérios pessoais, já que se trata de uma compilação de EPs previamente lançados. E compilação, na minha lista, infelizmente não vale.

O formato singer/songwriter me parece cada vez mais desinteressante, porém, esse ano deu à luz três discos que transgridem completamente essa tradição. É o caso de The Vertigo of Dawn de Ilyas Ahmed, Uneasy Flowers do Autistic Daughters (AKA Dean Roberts) e An Optimist Notes the Dusk do David Grubbs (ex-Bastro, Bitch Magnet, Gastr del Sol, Squirrel Bait e Red Krayola). O primeiro foi construído a partir de células melódicas e riffs de violão que são repetidos infinitamente pela voz frágil e as mãos habilidosas de Ahmed. The Vertigo of Dawn é uma mistura perfeita da espiritualidade oriental com sensibilidade de cancioneiro blues ocidental. Os dois últimos vêm de outra tradição: a do pós-rock. Dean Roberts é neozelandês e mais conhecido por sua carreira solo e sua ex-banda, o Thela. O Autistic Daughtes trabalha em torno da estrutura da canção, mas de uma maneira completamente distinta de como é feita atualmente no rock. Uneasy Flowers é altamente experimental, possui produção detalhista e edição diligente; as melodias de Roberts são esquisitas e quase desconexas, mas de uma beleza ultrajante, assim como sua voz, triste e flutuante. A percussão é jazzística e tanto o clima geral quanto o uso da guitarra remetem ao pós-rock de Bark Psychosis e Piano Magic do início. Reparem na última e maravilhosa “Hotel Exeter Dining Room”, que cresce e se torna mais intensa a cada segundo, mas nunca chega a um ápice – nesse ponto, a fórmula inversa do pós-rock. An Optimist Notes the Dusk é mais um trabalho poético e delicado de David Grubbs – talvez um dos poucos nomes confiáveis no rock contemporâneo -, que sempre encanta com seu estilo único, extremamente melódico, sereno e paciente.

No ambient, noise e drone sempre muita coisa interessante e os grandes destaques do ano foram Imperial Distortion do Kevin Drumm, Street Horrrsing do Fuck Buttons e Dauw do Machinefabriek, três discos completamente diferentes entre si, mas que têm o apreço por sonoridades estranhas em comum. Imperial Distortion foi o disco mais exigente do ano, requerendo paciência e resignação ao ouvinte, já que é feito de dois discos de setenta minutos em que, muitas vezes, pouca coisa acontece. Mas quem se atreve a penetrar nesse universo, descobre uma infinidade de sons bonitos, misteriosos e assustadores. “We All Get It in the End”, última faixa do segundo disco é um dos grandes momentos do ano, com sua variação de drone que vai ficando cada vez mais bonito até ser tomado por um chiado quase insuportável; e no momento em que estamos nos acostumando a esse chiado, outra interrupção brusca: o silêncio. Street Horrrsing segue a tradição do Black Dice de fazer música noise grudenta e quase “acessível”. A dupla Fuck Buttons criou um turbilhão denso de sons estruturados em várias camadas de drones, motivos rítmicos estimulantes, vocais agressivos e melodias singelas, até infantis, como na extraordinária “Sweet Love for Planet Earth”. Machinefabriek (AKA Rutger Zuydervelt) se mantém como um dos artistas mais prolíficos da contemporaneidade, totalizando esse ano um número aproximado de quinze lançamentos, entre CDs, LPs, CD-Rs, splits, sete polegadas, etc. Não só isso: Zuydervelt vem afirmando uma das estéticas mais singulares e criativas da atualidade e fazendo música de todas as maneiras possíveis: seja através de instrumentos acústicos, elétricos, processadores eletrônicos, laptops, cassetes, objetos do dia-a-dia, field recordings, etc. A edição acabou sendo tão importante quanto os materiais e os resultados foram os belíssimos Dauw e Rusland – este último tão bom e fascinante como o disco aqui presente. Outros lançamentos a considerar: Solar Bridge do Emeralds, Radioland do Stephan Mathieu, Kiri No Oto do Lawrence English, Barn do Blacksand, que por pouco não entrou na lista, e Second Live Salvage do Russell Haswell, outro forte candidato, mas que foi deixado de lado por conter apresentações de até oito anos atrás.

No rap é preciso mais uma vez reiterar que o ano foi de Lil Wayne e de mais ninguém. Pouca coisa ouvi do gênero e pouca coisa chamou a atenção, a não ser Wayne, que mesmo sendo um grande estereótipo do rapper americano comum, possui um talento fora do normal e fez esse tour de force de puro vigor e genialidade chamado Tha Carter III. Com uma percussão fortíssima, hits instantâneos, letras sacanas, rimas perfeitas e interpretações que perpassam o lugar-comum do hiphop contemporâneo, regadas de feeling e energia, Lil Wayne gerou um disco que há muito tempo não se ouvia no rap mainstream americano: intenso, pesado, inteligente, robusto e poderoso. Tha Carter III contém, inclusive, a grande balada rock do ano, “Shoot Me Down”, com participação de D. Smith. O sucesso lhe é mais que merecido. Outro lançamento notável e surpreendente foi New Amerykah de Erykah Badu, que migrou do R&B e Neo-Soul irritantes de seus discos anteriores para um hiphop-soul-funk da melhor estirpe, contando ainda com a produção de Madlib em algumas faixas.

Na eletrônica, a raster-noton continuou seu reinado de selo mais inovador da década e ofereceu dois dos lançamentos mais instigantes do ano, unitxt do alva noto e Test Pattern do Ryoji Ikeda, ambos realizados inteiramente através de um programa que transforma dados do computador em arquivo de áudio. Autechre, Fennesz e .snd retornaram com discos igualmente consistentes e estimulantes, mas que comparados às suas discografias, não trazem muita novidade. Claro Intelecto lançou o bom Metanarrative, com fortes influências do Basic Channel, assim como quase tudo do selo Modern Love. Mika Vainio do Pan Sonic, novamente sob a alcunha de Ø, produziu o interessante Oleva. Neil Landstrumm e Shed fizeram discos ótimos, mas um pouco cansativos, que dialogam com o dubstep e conjecturam novas formas de fazer techno e música eletrônica. Dois nomes a continuar acompanhando de perto.

A música brasileira viu mais uma vez as forças criativas se concentrarem em São Paulo, na crescente cena eletrônica. Além de Curumin e São Paulo Undergound, a cena deu à luz o que é, possivelmente, seu melhor álbum até hoje e uma das estréias mais revigorantes da música brasileira em muito tempo: Punx do Guizado, projeto do trompetista Gui Mendoça, e que conta com a participação do já citado Curumin, Maurício Takara, Maurício Alves do Mestre Ambrósio, e Régis Damasceno e Ryan Batista do Cidadão Instigado. Ou seja, une todos os nomes mais talentosos do Brasil dos últimos anos. Mas o mérito dessa pequena pérola deve ser creditado também ao próprio Gui, que além de arregimentar um excelente grupo, destilou belas melodias em seu trompete e realizou uma produção quase impecável, cheia de esmero, texturas interessantes e batidas concisas. Outro grande disco foi Estudando a Bossa, do genial Tom Zé, que se aproveitou do ensejo de comemoração da Bossa Nova para criar um álbum cheio de referências ao movimento, rimas impagáveis e brincadeiras em torno da estrutura da canção bossanovista. É aquele disco que só Tom Zé poderia fazer e que, se feito por outro, poderia gerar um fracasso cabal. Vale mencionar também o álbum duplo Música Magneta dos Mestres da Guitarrada, que vem em época propícia, quando grupos como Do Amor e Cravo Carbono revitalizam gêneros do norte brasileiro, a exemplo do carimbó. Uma triste notícia em 2008 foi o fim do grupo Os Subterrâneos, que foi um dos grandes nomes a despontar no underground carioca nos últimos anos, transpirando ecletismo e bom gosto. Apesar da perda inestimável, 2009 ainda deixa fortes expectativas para a música brasileira. (Thiago Filardi)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 29 de dezembro de 2008 por em Uncategorized e marcado , , .
%d blogueiros gostam disto: