Camarilha dos Quatro

Revista de crítica musical.

Taiguara – Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara (1976; EMI/Odeon, Brasil)

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Taiguara foi cantor, compositor, arranjador e pianista, nascido em Montevidéu, no Uruguai, em 1945, filho do maestro e bandoneonista Ubirajara Silva e da cantora Olga Chalar. Ainda criança se mudou para o Rio de Janeiro, onde morou e aprendeu a tocar piano, e depois para São Paulo, onde começou sua carreira fazendo shows em colégios e arenas culturais. Fez parte do Sambalanço Trio, grupo de Cesar Camargo Mariano e Airto Moreira. Em 1965 gravou seu álbum de estreia, com arranjos de Luis Chaves, baixista do Zimbo Trio. No ano seguinte participou do espetáculo Primeiro Tempo 5 X 0, ao lado de Claudette Soares e do Jongo Trio, que virou LP. Participou de vários festivais, tirando o primeiro lugar no Brasil Canta Festival com “Modinha”, de Sérgio Bittencourt e vencendo o  II FMPB (Festival da Música Popular Brasileira) com “Helena, Helena, Helena”, de Alberto Land. Também emplacou grandes sucessos radiofônicos, como “Hoje”, “Universo do Teu Corpo” e “Viagem”. Em 1973, após o disco Fotografias e batalha perdida contra a censura (foi o compositor com o maior número de canções censuradas nas época da ditadura), se auto-exilou em Londres, onde estudou música e gravou Let the Children Hear the Music, que teve seu lançamento cancelado. Voltou para o Brasil em 1975 e se uniu a Hermeto Pascoal para o desenvolvimento de arranjos e concepção sonora de Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara. O álbum saiu no ano seguinte, com músicas creditadas à sua mulher e outras usando apenas seu sobrenome, Chalar da Silva, para evitar problemas com a censura. Sua tática, porém, não teve efeito, já que poucos dias depois do lançamento, o LP foi recolhido das lojas, para nunca mais ser reeditado. Taiguara se exilou novamente, mas desta vez passando por vários países da Europa e da África. Retornou ao Brasil na década de 80 e lançou mais um álbum, que, no entanto, não obteve o sucesso de outrora. Em 94 gravou seu último trabalho, Brasil Afri, e no ano de 1996 faleceu em decorrência de um câncer na bexiga. (TF)

* # *

Quando indiquei Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara para figurar entre os discos da semana neste blog, não tinha idéia do seu legado histórico, muito menos do sentimento de paixão e resistência cultural que provoca em algumas pessoas (há um site dedicado somente ao álbum, incluindo uma campanha de repatriamento, além de comunidades no Orkut – tudo capitaneado por sua filha Imyra, mas com o aval e apoio de um número considerável de fãs). Eu sabia, no entanto, que tratava-se de uma obra pouca conhecida, mas de grande reconhecimento entre estudiosos e pesquisadores da música brasileira. E, inclusive, depois de ler vários artigos e críticas sobre o LP, sinto que não tenho muito a acrescentar, senão reiterar que a aura de obra-prima perdida e negligenciada à qual ele está subposto, é mais que justa. Todos testemunham que, ao entrar em contato pela primeira vez com o material, a experiência é epifânica. E não foi diferente comigo…

Imyra é fruto de um período muito específico da nossa história, e mais ainda da história de Taiguara: o Brasil ainda vivia uma ditadura, apesar de mais branda que anteriormente, e o músico vivenciava uma perseguição implacável pela censura. Após inúmeras canções vetadas, um auto-exílio e um projeto abortado, era quase impensável que ele apostasse todas as forças num projeto tão grandioso e corajoso, que além de despender muito dinheiro com horas de estúdio, uma orquestra inteira e mais dezenas de músicos, era ainda mais virulento nas suas críticas ao governo, o que não significa que seja panfletário; ao contrário, Taiguara faz uso corrente da ironia e da metáfora e só é mais direto quando canta em espanhol (“Ay, Hermana/Qué hasta que el dia ese llegue/Tu no te canses, no mueras/Sin callas todas lãs represiones”).

Apesar de toda a complexidade melódica, harmônica e conceitual que envolve Imyra, não é difícil traçar suas influências e contextualizá-lo dentro daquele período, em que a música brasileira passava por grandes renovações estéticas, a exemplo da música livre praticada por Hermeto Pascoal (figura importantíssima para a configuração sonora deste LP), Egberto Gismonti e do pop/rock idílico, mas extremamente sofisticado do Clube da Esquina. Foi importante também para a concepção do tema, o livro Quarup, de Antônio Callado, de onde Taiguara tirou os nomes Imyra (a volta aos verdes musgos da infância), Tayra (o sêmen do tempo no ventre do universo) e Ipy ( o velho e o novo diante do infinito comum). É possível, portanto, esboçar um painel musical e ideológico que serviu de base para o conteúdo e estrutura cabalísticos do álbum, que incluem a fixação pelo número 7 (os dois lados divididos em sete canções, a faixa “Sete Cenas de Imyra”, e que também possui o andamento 7/8), a própria letra incompreensível de “Sete Cenas de Imyra” e as experimentações sonoras realizadas através de manipulações com fita, emulando sons da natureza e flertando com a música concreta – nesse ponto, a intervenção de Hermeto é mais que perceptível.

Seria injusto, entretanto, qualificar o valor da obra a Hermeto Pascoal (como já fizemos no disco Orós de Fagner) e aos músicos de quilate que participaram da gravação, como Wagner Tiso (produção e regência de orquestra), Toninho Horta (violão), Jacques Morelenbaum (violoncelo), Lúcia Morelenbaum (harpa), Zé Eduardo Nazário (bateria e percussão), Nivaldo Ornellas (sax soprano, tenor e flauta), J.T. Meirelles e Ubirajara Silva, que toca bandônion em “Primeira Bateria”. Todas as composições são de Taiguara, que além de cantar, toca piano, sintetizador e mellotron, assim como assina os arranjos e orquestrações ao lado de Hermeto. É claro que se o último não estivesse presente, o álbum não teria o mesmo teor experimental e as melodias talvez não fossem tão ricas, como assustadoramente são – e em certos fraseados lembram bastante o estilo veloz e altamente complexo de Hermeto justapor notas. Mas notemos a interpretação brilhante do cantor em “Sete Cenas de Imyra” que alterna, na distância de uma estrofe, um registro gravíssimo e outro extremamente agudo, ambos incômodos para qualquer vocalista. Ou então basta analisar Imyra faixa por faixa, para notar como Taiguara não só domina perfeitamente todas as nuances dos registros vocais, como passeia com segurança por diversos gêneros musicais, aos quais confere muita riqueza melódica. Tem bossa nova (“Terra das Palmeiras”), samba-canção (“Situação”), marchinha (“Primeira Bateria”), baião (a versão para “Três Pontas” de Milton e Ronaldo Bastos), além de elementos de jazz, rock e samba presentes em todas as músicas.

Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara não só trabalha com muitas referências como subverte algumas delas. É o exemplo de “Terra das Palmeiras”, na qual a citação à “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias é evidente (“Sonhada terra das palmeiras/Onde andará teu sabiá?”). Contudo, a citação mais genial do disco é a de “Aquarela de um País na Lua”, que pelo nome já remete à “Aquarela do Brasil” de Ary Barroso. Taiguara e Hermeto partem da célula melódica mais famosa da última para construírem um fraseado belíssimo, que servirá de melodia principal à faixa. Nesse momento, discurso sonoro e político andam juntos, pois se o intuito é desmantelar a velha noção nacionalista e romântica de Ary Barroso em plena ditadura militar, nada mais apurado que fazê-lo ao desconstruir e recontextualizar um de seus temas melódicos mais notórios. No final, em “Outra Cena”, com a voz de Taiguara acompanhada apenas pelo piano, ele termina cantando “Só não sofreu quem não viu/Não entendeu quem não quis…”, o que nos lembra que seu companheiro Hermeto lançou, doze anos depois, um disco chamado Só Não Toca Quem Não Quer. Sobre Imyra, Tayra, Ipy e Taiguara, podemos afirmar que, apesar de não ter sido relançado no Brasil até hoje, existem as facilidades da internet e só não ouve esta pérola – resultado de uma confluência de gênios, mas catalisada por um só – quem não quer. (Thiago Filardi)

* # *

Por alguma coincidência, jamais tinha me deparado com o trabalho de Taiguara até ouvir este Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara. A ponto de me espantar com a lacuna a partir da primeira audição do disco, e, ainda mais uma vez, quando vi a escalação de músicos engajados no processo, especialmente Hermeto Pascoal, mas também Wagner Tiso, Jacques Morelembaum, Nivaldo Ornelas etc. A primeira sensação é de que se trata de um desses discos visionários e semi-esquecidos, como temos quase em estoque na música brasileira. Um dos grandes trunfos do disco, o segundo maior, é essa impressão que ele dá de estar construindo aos poucos o aspecto de uma personalidade, misturando lirismo com um pouco de jogo de cintura, cronismo com expressão do eu lírico, um pouco a física, um pouco a metafísica. Algo, enfim, como uma mistura do prosaísmo de um Luiz Melodia ou um Sérgio Sampaio com os aspectos mais frugais dos mineiros do Clube da Esquina. O maior trunfo, sem dúvida, são as liberdades de arranjo e composição que o disco se dá, ampliando os padrões de ritmo e orquestração mais característicos da canção de MPB. Tudo isso dá a impressão inicial de um discaço, de um marco. Mas o disco só em momentos realiza de fato essa aspiração. Seu principal problema não é nem que a balança pesa mais para Clube da Esquina do que para os cantores do absoluto no cotidiano, mas que algo nessa mistura entre ginga e rebuscamento, entre instinto e rigor, não se ajusta tão perfeitamente quanto poderia. Paira sobre o disco um ar de preciosismo que faz o disco cair em momentos numa certa placidez, sinal de um bom mocismo que ainda tem necessidade de encontrar seu refúgio no bom gosto. (O mesmo bom gosto “cultivado” que lá por meados dos anos 70 começou a se institucionalizar dentro da MPB, incorporando mas também inoculando o veneno que representavam as “impurezas” do período de ouro 68-76). Não que isso torne Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara um disco irrelevante ou desinteressante; ao contrário, é um disco sólido em sua proposta, tem belos momentos e tem a simpatia de todas as obras que tentam dar um ousado passo além. Mas é um disco que não conseguiu transcender sua época, trabalhando de forma a trazer para sua música diversas tramas que vinham se desenhando desde dez anos antes, mas sem a verve e o desprendimento dos grandes compositores, e subscrevendo a um senso comum que alguns, como os já citados Melodia e Sampaio, e talvez até mais que eles o Jards Macalé de Aprender a Nadar (um disco que pode apresentar vários pontos de contato com este de Taiguara), conseguiram desmontar. Mas que isso não desencoraje o leitor de ouvir o disco. Trata-se de um excelente documento para entender as contradições musicais-conceituais de uma época, e de um disco que contém momentos contundentes de criação. (Ruy Gardnier)

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Lá se vai mais de um ano que a Camarilha está no ar. É natural, portanto, que os leitores mais atentos já percebam algumas estratégias comuns que identificam seus participantes, suas perspectivas, seu gosto e orientação crítica. Tenho consciência de que muitas vezes inicio um texto com a fórmula introdutória “confesso”, sempre com o intuito de indicar pouca familiaridade com o objeto em questão. Pois bem, embora o nome de Taiguara tivesse sido muito pronunciado em casa na minha infância, isso tinha a ver com a figura mítica do artista censurado, crítico aguerrido da ditadura, amigo do Prestes, etc. Mas absolutamente nada com sua música. De forma que, “confesso”…

De cara, me surpreendo com a beleza da “pecinha” introdutória, seguida por sons da rua e trovoadas (ou, à moda contemporânea, field recordings) que emolduram “Delírio Transatlântico e Chegada no Rio”. Logo à primeira audição de “Público”, nota-se uma pegada segura, com orquestração e instrumentação impecáveis, embora a canção não seja lá grandes coisas. Noto também uma semelhança com a sonoridade mineira-carioca do Clube da Esquina. Recorro à ficha técnica e confirmo, todo mundo lá: Nivaldo Ornelas, Wagner Tiso (produtor do disco), Paulo Braga, Raul Mascarenhas, Toninho Horta, Mauro Senise, Novelli, além dos medalhões J.T. Meirelles e Zé Bodega e do grande Hermeto Pascoal, criador dos arranjos do álbum (aliás, uma observação: Edu Lobo, Fagner e Taiguara estão entre os artistas que recorreram ao gênio de Hermeto para “reciclar” sua música, e acabaram cometendo seus melhores álbuns). A audição prossegue, mais umas “googladas” e buscas nos alfarrábios e descubro que, segundo os críticos especializados, Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara revela uma outra faceta de Taiguara, a de “experimentador instrumental”. Essa informação me levou aos álbuns anteriores, como o monótono Carne e osso e o eltonjohniano Taiguara, piano e viola. Confirmo a guinada. Depois, mais descobertas: Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara também representa, na obra do autor, um rompimento com a canção; é seu álbum maldito, censurado, seria lançado em um evento no dia primeiro de maio de 1976, mas o evento foi cancelado e o disco foi recolhido 72hs após ser prensado… Um documento e tanto! Imagino que é o que pensa os mantenedores deste site, encarregado de divulgar e alimentar o mito.

A partir da quarta ou quinta audição, chego à conclusão de que, apesar dos problemas, eis aqui um álbum relevante. Porém, se torna inevitável uma aproximação, talvez para alguns difícil de compreender ou aceitar devido a (des)orientação política de ambos os pólos, mas, não sei ao certo por quais caminhos, Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara se aproxima do tropicalismo. Seja porque, na sequência desta abertura promissora, o álbum toma o rumo da ironia tão cara aos baianos, além de adotar uma postura musical tanto eclética como experimental, compondo um painel se não absolutamente inovador (como foram os primeiros discos de Milton Nascimento, Caetano e Gil), ao menos instigante. A título de exemplo, podemos destacar a irreverência de “Primeira bateria”, paródia de “Despedida de solteiro”, parceria do portelense Pedro Caetano com Clemente Muniz (a notória “vira vira vira virou”…) – onde o coro grita “acaba com essa cana!” sobre o andamento jocoso da marchinha, certamente um dos momentos que influenciaram o veredito da censura brasileira. Dignas de nota também a cumbia “Como em Guernica”, a hermetiana “A volta do pássaro ameríndio” e a bela “Situação”. É bem verdade que existem problemas: a adesão exagerada ao trabalho do Clube da esquina e, em alguns momentos, o tom lamurioso das canções, tom este que impregna os álbuns anteriores e do qual, ao que parece, Taiguara procurava se desvencilhar. Mas são pequenos tropeços que não comprometem de forma nenhuma nem a audição de Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara, nem a memória do uruguaio Taiguara enquanto um artista criador. (Bernardo Oliveira)

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15 comentários em “Taiguara – Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara (1976; EMI/Odeon, Brasil)

  1. Joe Lima
    27 de novembro de 2009

    Salve, galera! Salve, Bernardo, meu parceiro!
    Me lembre de conversarmos sobre o Taiguara no nosso próximo inevitável encontro, em alguma roda de samba, premiére de cinema, alguma exposição de artes ou mesmo, e o mais provável, em algum boteco, da Lapa ao Grajaú, Inhaúma ou Madureira!
    Miuto pertinente essa alusão ao Imyra, Tayra, Ipy, um disco que permeou minha pós-infância/adolescência e, mais que isso, artista que marcou meu início de carreira, pois foi com quem trabalhei nos meus primeiros anos de músico profissional, isso nos idos de 1982, até sua partida, em 1996. Foram, portanto, 14 anos de convivência estreita, familiar, com esse gênio da música.
    Parabéns pelos textos precisos, corretos e inteligentes!

    Abraços pra todos,
    Joe(de Joelson) Lima

    • maria abília pacheco
      28 de novembro de 2009

      Parabéns, pessoal, pelas preciosas notações. Estou realizando uma pesquisa sobre Taiguara, já travei contato com suas filhas Imyra e Moína, também com alguns músicos que participaram do mitológico-místico-lendário Imyra-tayra-ipy-taiguara, tão brilhantemente apresentado e referendado neste blog. Seria possível um contato com o Joelson Lima? Estou agora pesquisando o período do retorno de Taiguara, com a gravação do LP “Canções de amor e liberdade” (1983) e, como o Joelson participa assiduamente dos projetos do cantor neste período seria interessante obter algumas informações com ele. Trata-se de trazer efetivamente Taiguara à cena historiográfica musical brasileira, já que seu perfil vem sendo reiterado nos moldes do que descreveu Bernardo Oliveira – o censurado, o amigo de Prestes, o perseguido da ditadura, etc. -, com prejuízo justamente do lado musical, que é, de fato, o foco de onde deveria partir uma investigação sobre o cantor, já que a música foi o caminho que ele escolheu para veicular sua mensagem. Preciso, pois, de um contato com o Joelson. Aguardo resposta. Desde já, obrigada. Abraços, Maria Abília

      • Joelson Ferreira de Lima
        9 de agosto de 2014

        Maria Abília, já faz anos deste post, só agora estou voltando aqui, gostaria de fazer contato, se ainda riste interesse, meu e-mail é joelimax@gmail.com.
        Bernardo, se puder fazer essa ponte, agradeço.
        Abraços,
        Joe Lima

    • bernardo
      28 de novembro de 2009

      GRande Joe, tamujuntu, pode deixar… abração!

  2. bernardo
    28 de novembro de 2009

    Joe, a Maria Abíli que também comenta o post deseja contato com você. Ela realiza uma pesquisa a respeito do Taiguara.

  3. CLÓVIS DUDUKA DA SILVA MONTEIRO
    9 de dezembro de 2009

    Parabéns pelo site.
    saudações ao Joelson e a todos.

  4. duduka
    17 de agosto de 2010

    É vero, está ha hora de ir ao Rio. Acompanhar a operação do ministro do joelho do Governador.

  5. Clóvis Duduka da Silva Monteiro
    25 de agosto de 2010

    que confusão.
    Duduka e Clóvis Duduka.

  6. Clóvis Duduka da Silva Monteiro
    25 de agosto de 2010

    Tenho que concordar com o Joe, o texto é claro, coeso e bem definido. Retiro tudo o que já disse sobre a obra anteriormente.

  7. Vinicius Mendes
    1 de maio de 2011

    Olá! Lendo o texto sobre o Imyra fiquem um pouco intrigado. Não sei se por impressão minha coloca-se a influencia do clube da esquina como uma coisa ruim. Bem sou mineiro, estudante de musica e fã de clube da esquina, gostaria de saber por que a influencia carregada do clube da esquina é ruim no disco… Acho que a junção clube da esquina+Taiguara+Hermeto foi exatamente perfeita no disco, e é tudo pesado com muita destreza pelo Taiguara. Como estudante de musica acho o arranjo de orquestra os contrapontos,escolha de nipes perfeitas, sem nenhum medo de exagerar,acho-as perfeitas! Lembrando que os arranjos são do Wagner Tiso,sendo que ele não tocou piano no disco seu únioco trabalho foi arranjar. Essa escolha foi certeira, Taiguara poderia ter chamado varios dos grandes arranjadores brasileiros: Arthur Verocai, Eumir Deodato, Rogério Duprat, Paulo Moura enfim uma série deles. Talvez por isso a grande expressão de clube da esquina no disco, arranjos do Wagner que até então tinha feito poucos arranjos, sendo que foi vetado a ele arranjos até no proprio disco clube da esquina. Bem mas chegando ao ponto a escolha do maestro arranjador foi perfeita, Wagner trabalhou com toda vontade nesse disco e nos seus outros discos ele não tem trabalhos tão bons quanto. O Nivaldo na minha opnião nunca foi um cara tão clubeiro, tinha sim uma influencia mas não tanto quanto Toninho Horta e os demais do clube. O clube da esquina é pra mim o movimento MUSICAL mais importante do Brasil. Acho ótimo Taiguara ter chamado exatamente quem ele chamou mesmo o disco tendo ficado carregado de clube da esquina (o que eu acho que não ficou)…. No mais parabéns pelo blog! Abraços!

  8. bernardo
    2 de maio de 2011

    Caro Vinícius, obrigado pelo comentário. De minha parte, admito que não entendi porque você compreendeu a detecção da influência como um juízo de gosto, como se o texto indicasse uma “coisa ruim”. Longe disso. Admiro, e muito, o Clube da Esquina. O problema é que no disco, a influência se dá como um comentário admirado, e não como uma apropriação criativa. E há uma diferença grande nas duas formas de ser influenciado pelo Clube… De resto, trata-se de um disco importante, sem sombra de dúvida. Abraços.

  9. Dom Caio
    1 de junho de 2011

    Olá pessoal, considero o Tayguara genial e o Imyra é um albun entre os 10 melhores de todos os tempos no Brasil que eu considero, entre os quais; Sonho 70 de Eguiberto Gismont, Missa Breve de Edu Lobo, O próprio Clube da Esquina/ Minas do Monstro Milton Nascimeno, os outros só digo depois. Acho já oportuno nesse Blog ou em outros começar esse debate sobre os dez melhores albuns de todos os tempos da MPB. Dom Caio.

  10. Pingback: Imyra, Tayra, Ipy, Taiguara – Nós merecemos a boa música | Entrelinhas

  11. Danilo Arruda
    11 de outubro de 2011

    criei esse vídeo em homenagem aos 65 anos do Taiguara, vale a pena conferir.

  12. Clovis Vieira
    2 de setembro de 2013

    Vejam só que sorte eu tive: na semana de lançamento do LP “Imira…”, consegui comprar dois exemplares numa banca de revistas na antiga rodoviária de Campinas-SP. Meu grande amigo/irmão Márcio Machado Azevedo e eu sempre fomos fãs do Taiguara (um dos LPs foi para ele) e nem imaginávamos que o disco seria censurado.

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Publicado às 29 de abril de 2009 por em MPB e marcado , , , , , , .
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