Camarilha dos Quatro

Revista de crítica musical.

Melhores de 2010: Discos – Bernardo Oliveira

A decisão de escrever sobre os melhores discos do ano parece anacrônica, mas não é. A despeito das mutações do formato, o álbum permanece como uma medida consistente para avaliar um artista, muito embora se deva sempre atentar para as nuances do processo. All Delighted People, o “EP” de uma hora lançado por Sufjan Stevens tem apenas quinze minutos a menos do que The Age of Adz, o “disco de carreira”. Trata-se de um dos muitos exemplos de que não há muito o que se preservar…

Retomando um argumento da semana passada, esta lista é, ao mesmo tempo, “carta de navegação” e “relato de viagem”. Mas, ao contrário da lista de músicas, a escolha dos álbuns requer que consultemos, antes de mais nada, a “carta de navegação”, que venho elaborando desde o início do ano, como forma de me orientar no trabalho de compilação do que de melhor se produziu durante 2010. De um montante absurdo de títulos de espécies as mais diversas (álbuns, EPs, arquivos digitais, faixas isoladas, podcasts, etc), retiro aqueles que considero os pontos altos, as surpresas, as confirmações, e demais lançamentos relevantes.

É evidente que diante desta enxurrada de álbuns, assumir a eleição dos 20 melhores requer firmeza de propósito e critérios radicais. Até mesmo pelo suposto desmembramento do referido formato em outras modalidades, penso que o álbum adquire hoje uma importância ainda maior, porque, entre inúmeras possibilidades, ele ainda é o mais adequado para que o artista demonstre seu fôlego e senso de coesão. Neste sentido, privilegiamos artistas que primaram ou pela concisão, ou pelo poder discursivo, apresentando um trabalho coerente e articulado em uma hora e quinze – muito embora O, do Oval extrapole as duas horas de duração. Outro exemplo, outra anomalia…

2010 foi um ano farto em novidades, ramificações e mutações sutis, através de manifestações recém-descobertas como o juke e o bubu, e estranhas adaptações como o drag/witch house, shitgaze, e um turbilhão de rótulos que mais indicam a volatilidade do que a definição de um gênero. Destacamos, porém, os artistas que sobressaíram, não pelo vínculo a um movimento, mas por manifestarem uma estética própria. Isso explica porque mantive de fora coletâneas decisivas como Bangs & Works e Scientist Lauches Dubstep Into Outer Space. Também evitei artistas muito prolíficos, como John Zorn, Machinefabrik, Demdike Stare, Vibracathedral Orchestra e concentrei a lista nos esforços solitários – apenas os álbuns de Yellow Swans, Konono e The Books são trabalhos coletivos.

No entanto, não incluímos grandes “solitários” como James Blake (CMYK EP, Klavierwerk EP e The Bells Sketch EP), Itamar Assumpção (Pretobrás II e III) e Catherine Christer Hennix (The Electric Harpsichord), o primeiro por uma questão de critério, os seguintes para não sacrificar os respectivos contextos em que seus álbuns foram produzidos. Baseado nesse tipo de exceção, incluí algumas listas adicionais: 40 álbuns importantes e relevantes, menções honrosas, compilações e reedições. Se a lista dos “20 mais” apresenta os artistas mais expressivos do ano, as listas complementares se concentram no todo da complexa paisagem sonora de 2010. Não só os formatos declinam, mas também os gêneros. Ou, pelo menos, a crença de que uma só palavra pode designar todo um panorama, sem sobressaltos, com clareza e distinção. Não pode, e cada vez mais será preciso analisar o trabalho do artista, antes da geopolítica da música.

* # *

Os 20 mais

1. Sufjan Stevens – The Age of Adz

Orquestrações suntuosas, arranjos arrebatadores, execuções primorosas, excessos que convivem com melodias doces e bem acabadas, que fazem de Sufjan Stevens um dos artistas mais contundentes da atualidade. Cinco anos depois de Illinois, Stevens cria outra obra-prima, se não melhor, ao menos à altura de seu antecessor. The Age of Adz conjuga a perfeição habitual do tripé composição/arranjo/execução, com uma incursão desabusada na seara dos timbres sintéticos. Momentos de puro encantamento musical são destilados em faixas como “Impossible Soul”, “Vesuvius”, “Age of Adz” ou até mesmo a faixa de trabalho, “Too Much”, impressionante. Um verdadeiro xeque-mate poético.

2. Oval – O

Que esta lista seja encabeçada pelo retorno de dois artistas do passado recente, que fizeram e continuam a fazer história, só demonstra que a nova década não desponta somente sob a égide dos gêneros que eclodiram mais recentemente, como o dubstep e o juke, mas viverá também da criatividade radical de artistas como Markus Popp. Afirmar que O é um disco de transição não faz justiça à iniciativa do autor de simplesmente recriar seu trabalho sob novas premissas. O se caracteriza por um padrão de composição altamente detalhado, pela utilização de timbres raros e uma abundância que desafia, mas também recompensa o ouvinte.

3. DJ Nate – Da Trak Genious

Alguns artistas, ou grupo de artistas, se manifestam a golpes de machado, comunicando-se como que por decreto a seus contemporâneos. Alguns seguem a via mais simples, agredindo os valores daquela sociedade, mas só a música tem o poder de desconcertar os limites de sua escuta, podendo levar todos à loucura… Pelo caráter fragmentário, a repetição massiva, a radicalidade na manipulação do pitch, e por não comungar com o peso-padrão rítmico da black music, DJ Nate emerge com a força de um evento, desestabilizador, corrosivo e perigoso. Da Trak Genious paira sobre quaisquer rótulos, mas testemunha a vitalidade deste novo gênero, o juke.

4. Tristan Perich – 1 Bit Simphony

Alguns poderão desdenhar do procedimento encontrado por Tristan Perich para escrever sua “one-bit simphony”, mas o fato é que, neste caso, é de se admirar a perfeita comunhão entre propósito e resultado. Perich construiu um circuito de 1-bit – a menor grandeza digital capaz de representar um som – dentro de uma caixa de CD com uma saída para plug na lateral, que uma vez acionado, reproduz a sinfonia. 1 Bit Simphony não mobiliza somente o ouvido, com sua sonoridade frenética, mas a inteligência do ouvinte, ao tocar fundo em questões relativas a tecnologia, estética, aspectos comerciais e culturais da música de hoje.

5. Konono N. 1 – Assume Crash Position

Quem julgaria possível, há dez anos atrás, que um grupo do Congo gravasse por um selo alemão e adquirisse uma notoriedade consistente ao redor do mundo. Pode parecer que me arvoro a sociologismos, mas a verdade é que a troca intensa de MP3 e o barateamento dos equipamentos de gravação foram responsáveis por esta graça. Em todo caso, não esqueçamos que o Konono N. 1 tem mais de quatro décadas de existência, não foram “descobertos”. Assume Crash Position é um disco vigoroso, empolgante, repleto de texturas diferenciadas, confirmando a importância do grupo para além das categorias sócio-antropológicas.

6. Shackelton – Fabric 55

Convidado para um dos volumes da série Fabric, Shackleton optou por mesclar não somente suas composições, mas também partes, excertos, trechos. O resultado é um continuum enérgico e intrigante, condizente com o tamanho de sua importância e talento. Evidente que este seria o caminho: nem um disco de DJ, nem um disco de autor, mas uma experiência independente de formatos e de tudo o que se espera de uma discotecagem.

7. Eleh – Location Momentum

Eleh é uma entidade, não se sabe se homem, mulher, coletivo… Segundo consta, não aparece nem diante do patrão, nem para assinar contrato. O enigma, no entanto, contamina a música. Nesta seara, a diferença reside na manipulação da duração, particularmente no controle do tempo e da timbragem, de forma que a singularidade do procedimento se torna determinante para a construção do som. O trabalho de Eleh se constitui pela utilização elegante de algumas premissas do drone e ao minimalismo, sendo Location Momentum, primeiro CD do projeto, uma espécie de suma do trabalho desenvolvido desde 2006, em elepês e cdr’s.

8. The Books – The Way Out

Imposturas, ironia, formalismo, mais ironia: The Books está de volta e com um disco que faz frente a Thought for Food, seu melhor trabalho até então. The Way Out, como o título sugere, corre por fora com sua combinação vertiginosa de música concreta, vaudeville, cartoon, literatura e crueldade. Sem contar a admirável capacidade de ir do high ao lowbrow, em questão de segundos, sem perder o feeling. Por mais que não economize nas referências e detalhes, The Way Out encanta e diverte pela profusão de admiráveis nexos estritamente musicais.

9. Janelle Monáe – The ArchAndroid

Quem assiste Janelle Monáe se apresentando, entrevê os grandes gênios multitalentosos da música negra norte-americana, como Stevie Wonder, Michael Jackson, James Brown, Curtis Mayfield… Isto é particularmente perceptível por seu segundo álbum, The ArchAndroid, mas também pela energia dos shows, pelo seu modo de dançar, de compor, arranjar e se meter em todas as esferas de seu trabalho, esbanjando experiência, apesar da pouca idade. The ArchAndroid é um disco a ser lembrado por muitas décadas.

10. Moritz von Oswald Trio – Live In NY

Moritz von Oswald Trio ao vivo? Passo, aguardemos Horizontal Structure, previsto para fevereiro de 2011. Mas, enquanto não chega, não custa nada ouvir este registro ao vivo, já que, em sendo um trio de jazz cuja alma está no improviso, podemos estar diante de um trabalho interessante. Quando, lá pelos 20 minutos, a platéia começa urrar em delírio absoluto tomamos consciência e nos perguntamos: por que duvidar de Moritz von Oswald? Live in NY é um disco como os do Rhythm & Sound, do Basic Channel e deste trio, igualmente imprevisível e impactante.

11. Frank Bretschneider – Exp

Exp é um daqueles discos que, como o de Tristan Perich, precisa ser explicado em conjunto com questões de cunho técnico e filosófico. Mas, ao contrário de 1-Bit Simphony, Frank Bretschneider criou uma obra que, mesmo atrelada à materialidade do suporte – máquinas que convertem imagens em movimento em som – mantém relativa autonomia sonora pelo aguçado senso estético que encerra nas estruturas de composição, detalhistas ao extremo e repletas de momentos da mais absoluta abstração.

12. Yellow Swans – Going Places

Não é tão fácil quanto parece conduzir uma experiência musical que explora a duração. Requer, antes de mais nada, pulso firme, absoluta certeza do caminho a percorrer. No caso do noise, que, além da duração, opera sobre volume e dinâmica, a coisa se complica, pois a personalidade dos compositores se torna determinante para a originalidade do resultado. Going Places é um álbum perfeito nesse sentido, inspirado e radiante, tanto no controle da sequência, quanto na manipulação dos timbres e das massas sonoras.

13. Actress – Splazsh

Splazsh manifesta tendências e influências que estiveram no nascedouro do dubstep, mas que, por algum motivo, não foram devidamente trabalhadas. Valendo-se do temperamento disruptivo da Raster-Noton e do Basic Channel, e até mesmo de gêneros “históricos” como a industrial, o miami bass, a ambient, o drone, etc, Cunningham, no entanto, imprimiu sua personalidade em cada faixa. Splazsh é uma obra difícil, eclética e irregular, mas, acima de tudo, extremamente concentrada.

14. M. Takara 3 – Sobre Todas e Qualquer Coisa

Se não o melhor, um dos melhores discos de Maurício Takara, em qualquer um de seus inúmeros projetos. Por um motivo muito simples. O que antes sobrava – inteligência sonora através de arranjos, ritmos e timbres – neste disco se equilibra com a melhora considerável do que faltava – sabedoria cancioneira – através de faixas antológicas como “Na avenida”, “Rei da Cocada”, “Eu não” e “Hora errada”. Um disco altamente divertido, estranho e viciante.

15. Philip Jeck – An Ark for the Listener

2010 foi um ano em que conferimos trabalhos semelhantes aos de Tristan Perich e Frank Bretschneider, isto é, artistas da música que mobilizam elementos não musicais em seus trabalhos. Mas, verdade seja dita, Philip Jeck é um mestre dos procedimentos extra-musicais, capaz de criar música com instrumentos acústicos e eletrônicos, mesas de som, toca-discos, aparelhos de CD e outros tantos apetrechos. Também é verdade que An Ark for the Listener não acrescenta nada de muito substancial a seu trabalho, mas ainda assim tem força suficiente para representar seu trabalho e deleitar admiradores.

16. Phonophani – Kreken

No critério objeto não-identificado, música obscura e alienígena, Kreken talvez rivalize com Da Trak Genious e 1-Bit Simphony em 2010. As faixas  soam como se fossem compostas segundo sobreposições de procedimentos absolutamente diferentes. Espen Sommer Eide lança mão de procedimentos esquisitos, como friccionar superfícies ásperas, gravar sons de bolas em mesas de ping pong e outras bizarrices, mescladas a percussões, cordas e sons eletrônicos. O resultado intriga até mesmo o ouvinte mais acostumado a sons estranhos.

17. Third Eye Foundation – The Dark

Um disco do Third Eye Foundation, em pleno 2010, com todos os maneirismos que fizeram a fama do projeto. O que dizer? Acelerações de andamento e de pitch, utilização indiscriminada de patterns vagabundos, mesclados a harmonias buriladas, além daqueles momentos nos quais você se pergunta o que se passa na cabeça de Matt Elliot. Vide, por exemplo, o canto lírico em “Anhedonia”, a passagem imperceptível “Standard Deviation” entre outros espasmos…

18. Four Tet – There is Love in You

Kieran Hebden: outro artista indispensável que apesar de não acrescentar muito ao som que já fazia, lançou um disco excelente em 2010. There is Love in You no entanto, incorpora o techno trabalhado no EP Ringer, junto a outras tendências manifestadas em álbuns anteriores, como a emulação de timbres acústicos e a composição eletrônica formada por temas e ritmos incomuns. Para entender como isso funcionar, basta escutar “Circling”, “This Unfolds” e a obra-prima “Angel Echoes”.

19. Big Boi – Sir Lucious Left Foot – The Son of Chico Dusty

A princípio Big Boi representava a metade considerada menos experimental do Outkast. Mas o lançamento de Sir Lucious Left Foot faz pensar de outra forma, apresentando aquilo que seu antigo grupo sabia fazer de melhor, isto é, um hip hop de ponta, calcado em instrumentações diferenciadas, mas carregado de um peso pop, irônico, safado até dizer chega… Um dos discos mais viciantes do ano, reforçado com pérolas como “Shutterbug”, “Night Night”, “Follow Us” e “Tangerine”.

20. Breakage – Foundation

Tá certo que o primeiro disco de Breakage não é perfeito, e algumas vezes tropeça em bobagens como “Speechless” e “Over”. Mas é indispensável notar a perspicácia com que o jovem produtor costura uma espécie de “história” da música eletrônica inglesa, dos 90 até os dias de hoje. Ragga pesado, drum and bass de tudo que é tipo, dubstep estilo Burial (que participa do disco), etc, compõem uma espécie de panorama criativo, batizado com o sugestivo título Foundation.

* # *

Menções honrosas

Lee “Scratch” Perry – Sound System Scratch (Lee Perrys Dub Plate Mixes 1973 To 1979); Catherine Christer Hennix – The Electric Harpsichord; Itamar Assumpção – Pretobrás II e III

40 discos importantes

VA – Tradi-Mods vs. Rockers, Carlos Giffoni – Severance, Oren Ambarchi, Jim O’Rourke & Keiji Haino – Tima Formosa, Zeitkratzer – Old School: John Cage, Kanye West – My Beautiful Dark Twisted Fantasy, Guizado – Calavera, Keith Fullerton Whitman – Disingenuity / Disingenuousness, Brian Eno – Small Craft on a Milk Sea, Chicago Underground Duo – Boca Negra, Mika Vainio, Kouhei Matsunaga, Sean Booth – 3. Telepathics Meh In-Sect Connection, M.I.A. – MAYA, Foster Manganyi na Tintsumi ta Tilo – Ndzi Teke Riendzo No.1, Zeca Pagodinho – Vida da Minha Vida, Fennesz, Daniell, Buck – Knoxville, Omar Souleyman – Jazeera Nights, Guedália Tazartés – Ante-Mortem, Wolfgang Voigt – Freiland Klaviermusik, Ali Farka & Toumani Diabaté – Ali e Toumani, Exploding Star Orchestra – Stars Have Shapes, Flying Lotus – Cosmogramma, Francisco López – Machines, Group Inerane – Guitars from Agadez Vol. 3, John Zorn/ Fred Frith – Late Works, Lean Left – The Ex Guitars Meet Nilssen-Love/Vandermark Duo Volume 1, Pan Sonic – Gravitoni, Seijaku – Mail From Fushitsusha, The Ex – Catch my Shoes, Sun City Girls- Funeral Mariachi, Satanique Samba Trio – Bad Trip Simulator, Weasel Walter Septet – Invasion, The Fall – Your Future Our Clutter, Fenn’O Berg – In Stereo, Gil Scott-Heron – New York is Killing Me, Liars – Sisterworld, Marcos Valle – Estática, Huun Huur Tu – Ancestors Call, MDM – MDM, Peter Swanson – Where I Was, Denseland – Chunk,  Cristina Buarque e Terreiro Grande cantam Candeia.

Reedições, compilações

Rikki Ililonga- Dark Sunrise, Abner Jay- Folk Song Stylist, Einstürzende Neubauten – Strategies Against Architecture IV – 2002-2010, VA – Turkish Freakout: Psych-Folk 1969-1980, VA – Palenque Palenque, VA – Ectastic Music from Jemaa Al Fna, VA – Lagos Disco Inferno, VA – Scientist Lauches Dubstep into Outer Space, VA – Bangs & Works (a Chicago Footworkin’ compilation), VA – Deutsche Elektronische Musik: Experimental German Rock & Electronic Music 1972-1983, VA – Voodoo Drums, VA – Something Is Wrong: Songs From East Africa, 1952-57, VA – Something Is Wrong: Vintage Recordings From East Africaz, VA – The Sound of Siam – Leftfield Luk Thung, Jazz & Molam from Thailand 1964 -75.

Outros álbuns relevantes

Conrad Schnitzler – Zug, Marnie Stern – Marnie Stern, Va – Superlongevity 5, Daniel Menche – Terre Paroxysm/Hover, Antony And The Johnsons – Swanlights, Arícia Mess – Onde mora o segredo, Áurea Martins – De ponta cabeça, Autechre – Oversteps, Baustelle – Greie Gut Fraktion, Bodes & Elefantes – Behold the Ice Goat, Carlinhos Brown – Adobró, Common Ground – Polar Bear/Jyager, David S. Ware – Onecept, Dem Hunger – Caveman Smack, Demdike Stare – Voices Of Dust, Devo – Something for Everybody, DJ Roc – The Crack Capone, El Guincho – Pop Negro, Expressway Yo-Yo Dieting – Bubblethug, Lee “Scratch” Perry – Revelation, Moebius e Neumeier – Zero Set II (Ricardo Villalobos), Mount Kimbie – Crooks and Lovers, Mulatu Astatke – Steps Ahead, Neil Young – La Noise, Polar Bear feat. Jyiager, Prefuse 73/Jaytram/Epstein – Remixed, Shed – The Traveller, So Percussion – Treasure State, Swans – My Father Will Guide Me Up A Rope To The Sky, The Fun Years – God Was Like, No, Tricky – Mixed Race, Tuco e Batalhão – Peso é Peso, Vampire Weekend – Contra, Vibracathedral Orchestra – Joka Baya, Zach Hill – Face Tat, Zeitkratzer – Old School: James Tenney, ZS – New Slaves, Calle 13 – Entren Los Que Quieran, Moebius e Neumeier – Zero Set II (Ricardo Villalobos), Zeitkratzer – Whitehouse, John Zorn – In Search Of The Miraculous, Jon Zorn – The Dreamers – The Gentle Side, John Zorn – Interzone, John Zorn – What Thou Wilt, John Zorn / Masada String Trio – Haborym: Book Of Angels Volume 16, John Zorn – Ipsissimus, John Zorn – Dictée Liber Novus, John Zorn – The Goddess – Music For The Ancient Of Daysl, John Zorn – Ben Goldberg Quartet – Baal: Book Of Angels Volume 15, Excepter – President, Richard Youngs – Inceptor, The Body – All the Waters of the Earth Shall Turn to Blood, King Sunny Adé – Bábá Mo Túndé, The Ipanemas – Que Beleza.

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